sábado, 22 de agosto de 2009

Ombudsman

Saudações jornalísticas, meus lindos comunicólogos!

A palavra ombudsman, que significa “representante”, surge na Suécia em 1809 designando a função de uma espécie de ministro que fiscaliza o poder público e ouve queixa dos cidadãos contra os órgãos governamentais. Anos depois, os ombudsmen foram adotados em outros países, principalmente na Escandinávia, combatendo também as discriminações étnicas.

A Folha já completa 20 anos desde a adoção do cargo em 1989, tornando-se a precursora da função na imprensa brasileira. Seu atual ombudsman é o jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva que começou em abril de 2008, porém o rol de profissionais que atuaram como os “ouvidores do povo” no jornal é bem grande.

Enfim, depois de todo esse blábláblá que vocês já sabem, vamos ao que interessa, afinal, a ideia deste blog é saber como se desenvolve o texto de um ombudsman e de todos os outros gêneros jornalísticos que ainda estão por vir.

Nos textos do ombudsman a introdução apresenta alguma matéria publicada anteriormente pelo jornal para que o leitor possa se situar na questão que será abordada e então ele, o "homem do povo" (ou a mulher), desenvolve sua crítica que, na maioria das vezes, diz respeito aos erros cometidos pelo jornal, que podem ir desde problemas ortográficos até os mais graves como falhas na apuração de alguma notícia. Sua opinião é claramente predominante pois suas publicações são sempre em primeira pessoa. Mas as coisas não são tão simples assim! O trabalho de um ombudsman não se resume apenas em ser um “Judas”, mas possui também um cunho investigativo, pois nada é comentado sem que haja dados para tal. A prova disso, é quando datam as gafes que os jornalistas publicaram, por exemplo, ou então expõem o questionamento do leitor.
Quanto à sua linguagem, pode ser formal, encontrada em alguns casos como as colunas do pioneiro da Folha, Caio Túlio Costa; mas, de uns tempos pra cá, elas vem seguindo uma linha mais informal, com expressões do nosso cotidiano. Sem vulgaridade. Pelo contrário, suas palavras são simples e inteligentes; às vezes sutilmente satíricas (e repito, inteligentes) quando usam trocadilhos. Mas acho que é mais importante ainda ressaltar que existe uma explicação linguística muito mais pura que tudo isso: a metalinguagem. A ideia de se adotar um “termômetro de qualidade” utilizando-se do mesmo recurso é genial. O Jornalismo pelo Jornalismo!
Para entender um pouco mais isso, segue abaixo um trecho de um dos textos que mencionamos na apresentação:

Uma gafe após outra

São Paulo, domingo, 02 de janeiro de 2000 “Há três meses, escrevi que a "Gafe da Semana", seção em que o TV Folha ri dos tropeços dos outros, acaba causando mais constrangimento ao jornal do que aos insultados.De lá para cá, a coisa só piorou. Além de destacar erros menos graves do que os cometidos pelo jornal todos os dias, a seção tem perpetrado, ela mesma, uma gafe após outra.Na edição de 5 de dezembro, o alvo de chacota foi Amaury Jr., que durante uma entrevista "olhou para seu relógio de pulso e anunciou que a temperatura ambiente era de 33 graus".Na ocasião, um leitor perguntou se alguém tivera o cuidado de conferir que relógio Amaury Jr. usava. Lembrou que há anos existem modelos com dispositivo para medir temperatura.Depois de 20 dias e muita insistência, veio a resposta. "Por causa do leitor", dizia a mensagem, a Redação teve de "pagar o mico" de ligar para a assessoria do apresentador. Esta teria informado que o relógio dele não tem termômetro. (...)”
Renata Lo Prete


Outra dica que achamos bem interessante foi da ombudsman Mara Gama do UOL, que não só divulga (para variar) a gafe dos jornalistas do veículo, como também dá o direito de resposta ao responsável pelo departamento que a divulgou.
Pois é, pessoal. Espero que tenha valido a pena ficar algum tempo na frente do computador para entender um pouco sobre as diferentes políticas dos veículos e o trabalho duro de um ombudsman. E, se quiserem saber mais, acessem a página da Folha.

Um beijo a todos!

Cintia e Helô =)

2 comentários:

  1. hola!

    queridas. acho que conseguiram atingir aqui mais do objetivo de vocês, infelizmente fatores terceiros atrapalharam no decorrer da aula.
    que sirva-nos de exemplo.
    ficou mais claro depois de ler o texto a condução da coluna de Ombudsman, ainda acredito que ela é mais limitada do que julga o discurso, porém prefiro depois aprofundar o debate com as duas para que não fale mais em tom "especulativo", não consigo vislumbrar essa liberdade tão abrangente.

    hasta!
    Hermanito

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  2. Concordo com o Hemanito, o texto do blog esclarece o que foi dito em sala.
    Está bem escrito e a leitura flui.
    Muito bem.

    Abraço.

    Roberto.

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