sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Ilha das Flores


recebemos duas resenhas críticas, ficou faltando uma, como o prazo estourou vamos publicar as que nos foram enviadas.

Ilha da Realidade

O filme Ilha das flores, foi filmado em 1989, no município da Ilha dos Marinheiros que fica próximo a cidade de Porto Alegre no Rio Grande Do Sul. O filme faz uma critica à sociedade capitalista e a desigualdade social de uma forma simples, objetiva e irônica.
O autor mostra desde a plantação de tomates, passa pelo lucro da sociedade capitalista e mostra pessoas que não usufruem desse sistema capitalista. São pessoas que acabam comendo o “resto do resto”, que o próprio animal rejeitou como alimento. O autor destaca nas entrelinhas que o ser humano, tem um cérebro mais não o utiliza como deveria, acaba assim utilizando apenas em beneficio próprio.
O filme é uma obra que deveria ser vista por qualquer pessoa, de qualquer classe social, para que todos tomem a consciência que existem várias outras Ilha das Flores no BRASIL AFORA.

Leandro Cesar Romano
Leandro Tadeu Mastropasqua
Wesley Silva dos Reis

COMENTÁRIOS
faltaram alguns elementos que ajudam a formar uma resenha crítica, a biografia do autor da obra não foi citada e fica mais evidente a ausência de julgamento, a resenha crítica de vocês possui poucos elementos críticos, para que ela tenha êxito em sua proposta se faz necessário que vocês complementem com opiniões e conclusões que chegaram a partir do filme.

Dignidade Urgente!

Para quem conhece (ou não) um dos grandes nomes do cinema brasileiro, Jorge Furtado, diretor de obras como “Meu tio matou um cara” e “O homem que copiava”, deixo aqui registrado que ele se sagrou também pela produção de curtas-metragens. Alguns deles, polêmicos. É o caso de Ilha das Flores. Produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre em 1989 e narrado por Paulo José.
O filme, que se passa na capital gaúcha, faz uma leitura do cenário social brasileiro. Sua linguagem possui uma característica muito peculiar de ser simples e objetiva, sem dar tempo para dúvidas em relação ao contexto proposto ao mesmo tempo que um tom satírico, senão provocativo invade a narração. A ideia se constroi de forma bem detalhada e progressiva. Detalhada porque expõe as questões aparentemente básicas do cotidiano em relação a como se dá a compra e o consumo de alimentos; e progressiva, pois essas nuances do dia-a-dia tomam proporções que nos fazem pensar no desafio, quiçá no milagre de se obter qualquer coisa que possa vir a ser uma refeição - nem que seja a única do dia - de muitos brasileiros que lutam por um mínimo de dignidade “à mesa”.
Ilha das Flores representa em pouco mais de 13 minutos uma realidade que será sempre ignorada pela maioria, porém haverá outros tantos assim como Jorge Furtado que nos lembrarão, aparentemente de forma despretensiosa, de dois lados perturbadores da sociedade: o primeiro é tentar entender como ainda há tantas pessoas que não fazem ideia de como é fácil comprar um quilo de feijão; o segundo, tentar entender como ainda existem pessoas que nem por um momento se imaginam comendo feijão requentado.

Heloisa, Maxwell, Acácio e Priscilla.


COMENTÁRIO

na contramão da resenha crítica anterior, esta se preocupou demasiadamente com o tom opinativo que se esqueceu de informar. concordando ou discordando, temos de reconhecer que há a opinião do grupo neste texto, porém não temos a resenha própriamente dita, não há aqui o resumo com as ideias centrais do texto, outros elementos acabaram ficando perdidos, não temos aqui a recomendação do autor sobre qual público vai se identificar com esse filme, a opinião é importante, mas não pode ser o único elemento de uma resenha crítica.

Igor, Jaqueline e Guilherme.

Um comentário:

  1. Muito bom a publicação das resenhas com comentários.
    Acho que esse procedimento é pedagógico.
    Os comentários poderiam também se estender à língua. O primeiro texto precisa de uma boa revisão.

    Abraço.

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