terça-feira, 17 de novembro de 2009

Crônica Literária

Trabalho sobre Crônica Literária
Murilo Rocha e Suellen Ambrosio

A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado no jornal. Este, como se sabe, é um veículo de informação diário e, portanto, veicula textos efêmeros. Um texto publicado no jornal de ontem dificilmente receberá atenção por parte dos leitores hoje.
O mesmo tende a acontecer com a crônica. O fato de ser publicada no jornal já lhe determina vida curta, pois à crônica de hoje seguem-se muitas outras nas próximas edições.
Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se alimenta dos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica.
Entretanto, há elementos que distinguem um texto do outro. Após cercar-se desses acontecimentos diários, o cronista dá-lhes um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como ficção, fantasia e criticismo, elementos que o texto essencialmente informativo não contém.
Com base nisso, pode-se dizer que a crônica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia.
A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor. Isso faz com que a crônica apresente uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista.
Ao desenvolver seu estilo e ao selecionar as palavras que utiliza em seu texto, o cronista está transmitindo ao leitor a sua visão de mundo. Ele está, na verdade, expondo a sua forma pessoal de compreender os acontecimentos que o cercam.
Geralmente, as crônicas apresentam linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária. Isso contribui também para que o leitor se identifique com o cronista, que acaba se tornando o porta-voz daquele que lê.

Site: http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/cronicas/caracteristicas.htm

Tipos de Crônica

Crônica Descritiva: Ocorre quando uma crônica explora a caracterização de seres animados e inanimados num espaço, viva como uma pintura, precisa como uma fotografia ou dinâmica como um filme publicado.

Crônica Narrativa: Tem por eixo uma história, o que a aproxima do conto. Pode ser narrado tanto na 1ª quanto na 3ª pessoa do singular. Texto lírico (poético, mesmo em prosa). Comprometido com fatos cotidianos ("banais", comuns).

Crônica Dissertativa: Opinião explícita, com argumentos mais "sentimentalistas" do que "racionais" (em vez de "segundo o IBGE a mortalidade infantil aumenta no Brasil", seria "vejo mais uma vez esses pequenos seres não alimentarem sequer o corpo"). Exposto tanto na 1ª pessoa do singular quanto na do plural.

Crônica Narrativo-Descritiva: É quando uma crônica explora a caracterização de seres, descrevendo-os. E, ao mesmo tempo mostra fatos cotidianos ("banais", comuns) no qual pode ser narrado em 1ª ou na 3ª pessoa do singular.

Crônica Humorística: Apresenta uma visão irônica ou cômica dos fatos.

Crônica Lírica: Linguagem poética e metafórica. Expressa o estado do espírito, as emoções do cronista diante de um fato.

Crônica Poética: Apresenta versos poéticos em forma de crônica.

Crônica Reflexiva: Reflexões filosóficas sobre vários assuntos. Apresenta uma reflexão de alcance mais geral a partir de um fato particular.

Crônica Jornalística: Apresentação de aspectos particulares de noticias ou fatos. Pode ser policial, esportiva ou política.

Crônica Histórica: Baseada em facto reais, ou aspectos históricos.

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080510164023AAlfQXG



O ENSINO DE LITERATURA BRASILEIRA ATRAVÉS DA CRÔNICA LITERÁRIA

Benedita Aguiar Ferreira*
*Mestranda em Ciências das Religiões

RESUMO:

Nossa proposta, neste trabalho é mostrar como desenvolver o hábito da leitura e da escrita em nossos alunos, numa perspectiva de apropriação da cultura, por meio da leitura criativa, visando à formação de um ser humano competente crítico e transformador. A leitura das crônicas literárias, sua compreensão e interpretação.

Palavras-chave: Leitura. Produção textual. Crônica literária.



INTRODUÇAO

Quando se deseja desenvolver o hábito da leitura nos alunos, seja do Ensino Fundamental ou Médio, deve-se primeiramente avaliar qual é o papel da escola, diante do ensino da leitura. Portanto, faz-se necessário uma diferenciação básica entre: Literatura e Leitura.
Neste sentido “Leitura” pode significar a alfabetização, ou aprender a ler e escrever podendo adquirir o caráter formal de aprendizagem e não a idéia de interpretação e de compreensão de um texto literário, deixando uma lacuna a ser preenchida pela produção textual.
Segundo Ingedore koch: “Para se compreender a leitura e a produção textual, devemos partir do texto como interação entre os sujeitos sociais, os quais, dialogicamente, nele se constitue e são constituídos e que, por meio de ações lingüísticas e sociolingüística, constroem objetos de discursos e propostas de sentido, ao operarem escolhas significativas entre as múltiplas formas de organização textual e as diversa possibilidades de seleção lexical que a língua lhes oferece.” (p 52,2007)
Focalizando o ato de ler, como construção do pensamento lógico para viabilizar a argumentação e a capacidade do aluno de construir suas relações diante do mundo que o cerca. Ao propor o desenvolvimento do hábito da leitura e escrita de crônicas em sala de aula, fazendo uso funcional das linguagens verbal e extraverbal como instrumento de comunicação e de apropriação da cultura, por meio da leitura criativa, com autonomia de compreensão, visando a formação de um ser humano expressivo, criativo, competente, crítico e transformador.
Todavia, é importante enfatizar a parceria do educador como facilitador na produção dos textos por parte dos alunos, através do estudo e da criação de crônicas, os quais, possibilitará desenvolver habilidades cognitivas, sociais, buscando a recriação intelectual, crítica e reflexiva dos problemas sociais.
Despertar nos alunos o prazer pela leitura, reconhecendo por meio da crônica Literária as manifestações de compreensão e interpretação do ser humano e de sua realidade, oferecendo a oportunidade de serem cronistas, fazendo-os lerem todos os dias uma crônica e a partir de então criar sua própria crônica, proporcionando competências na escrita.
O que nossos alunos gostam de ler? Sobre o que gostam de escrever? É importante partir do interesse de cada aluno, fazer a apresentação de diversos livros e textos, artigos de revistas, recortes de jornais, textos didáticos, e perceber qual tipo de leitura eles se identificaram mais, respeitando as particularidades de faixa etária. Podemos nos questionar então: Como iniciar o trabalho com a leitura e a produção do gênero crônica?
Um dos primeiros passos para formar leitores e escritores é oferecer livros e materiais que estejam próximos de sua realidade, que levantem questões significativas em suas vidas. Comecemos pela Literatura, que é muito rica em obras que atendem os mais diversos gostos e idades.


1. TEORIA DA CRÔNICA

Sabemos que a crônica retrata a alma de seu tempo. Daí seu nome crônica, oriundo do grego krónos, que significa tempo, lembra cronômetro, cronologia.
A história da nossa literatura se inicia, com a circunstancia de um descobrimento, oficialmente, a Literatura Brasileira nasceu da crônica, é o que nos relata a carta de Pero Vaz de Caminha a el-rei D. Manuel, relatando pela primeira vez, a paisagem brasileira através do entusiasmo de um cronista. Caminha estabeleceu o principio básico da crônica: registrar o circunstancial.
Sendo a crônica uma soma de Jornalismo e Literatura, daí a imagem de narrador repórter que o cronista assume ao escrever para um jornal, e só depois, é que irá ou não integrar uma coletânea, geralmente organizada pelo próprio autor. Assim, quem narra uma crônica é o seu autor mesmo, e tudo o que ele diz parece ter acontecido de fato, como se nós, leitores, estivéssemos diante de uma reportagem.
A crônica, a partir do século XIX, com o advento da literatura jornalística, quando muitos escritores, como Joaquim Manuel de Macedo e Machado de Assis, encontravam no jornal a única oportunidade de mostrar suas criações. Esses cronistas que a todo tempo relatavam noticias e brincavam com a ficção, alternavam-se entre a linguagem mais informativa e literária, foram os grandes responsáveis pelo surgimento da crônica.
A questão é despertá-los para serem cronistas, isto implica o conhecimento prévio do que é literatura, conhecer os vários escritores brasileiros e principalmente aqueles que escrevem crônicas, como Machado de Assis, Raquel de Queirós, Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Carlos Heitor Cony, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Clarice Lispector, Manuel Bandeira, entre outros.
Ao explorar a função poética da linguagem, bem como o silêncio em que se escondem as verdadeiras significações daquilo que foi verbalizado, o cronista tem a liberdade para desenvolver o seu tema, explorando as potencialidades da língua, buscando uma construção frasal que provoque várias significações, cumprindo a função primordial de transmitir aquilo que o publico leitor que ler, tornando-o um texto literário, pois a crônica é literatura.
As faces da crônica são tantas, isto depende das diferentes origens, dos fatos que estimularam os cronistas a escrever, de fato a crônica surge primeiro no jornal, herdando a sua precariedade, esse seu lado efêmero de quem nasce no começo de uma leitura e morre antes que se acabe o dia, no instante em que o leitor transforma as paginas em papel de embrulho, ou guarda os recortes que mais lhe interessam num arquivo pessoal.


2. PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS

É importante salientar que a leitura feita em roda, com os alunos, contribuir para que eles criem o hábito de ler e de trocar experiências. Assim, começa-se a despertar o interesse pela criação de crônicas, através de filmes, músicas, e dos livros de crônicas da coleção “Para Gostar de Ler”.
O mundo da leitura e da escrita muitas vezes para os jovens é um grande problema. Os professores os obrigam a lerem obras clássicas; preocupados em prepara-los para o vestibular e esquecem de trabalhar um gênero simples como a crônica. Sabemos que não há formulas prontas para escrever crônicas, mas é importante partir de registros básicos de seu cotidiano, de suas emoções e sensações.
O professor através da reflexão e de suas experiências como leitor e escritor, poderá tornar-los cronistas, desencadeando, assim, o doce desejo de escrever a partir de sua vivência. Como o tempo não pára, a cada novo amanhecer, uma nova crônica para despertar o leitor com uma leitura nova e atual, aguçando a sensibilidade de quem ler por prazer e não por obrigação.
Nesta perspectiva nossos alunos podem descobrir que também eles podem ser cronistas diários no jornal da escola, tornando-os escritores de suas próprias crônicas, assumindo o papel de cronista, tornando-se um leitor crítico-social.
Podemos citar como uma das primeiras etapas do processo é o conhecimento dos cronistas como Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Fernando Sabino, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos, Raquel de Queiroz.


2. ANÁLISE DE CRÔNICA:

Sabem, gosto muito do fantástico. É um programa espetacular! Toda domingo a família se reúne para assistir ao Fantástico. Como tudo é muito fantástica, a gente acaba acreditando que é tudo verdade mesmo.
Imaginem vocês, que por um momento pensei não acreditar, mas aquela noticia me deixou muito triste, e pensar que todas as pessoas são filhas de Deus, criadas para ser feliz e fazer o outro feliz. Como pode um pai jogar sua filha do sexto andar, pensando que ela estava morta. Como pode uma pessoa não saber quando outra já não tem mais vida, não é possível que não fez nada para perceber os sinais vitais daquela pobre e indefesa criança, tão linda, um anjo de Deus.
É até difícil acreditar, mas o Fantástico mostrou e me fez acreditar que, infelizmente, é possível alguém jogar fora com quem joga um pedaço de madeira que não serve pra nada, uma criancinha inocente.
Pois é, e toda essa visão, que só imaginamos acontecer em filmes de terror, aconteceu num domingo, no fim de um dia de descanso, descontração e lazer de tantas famílias, que como a minha assistiram ao Fantástico.
(Thales Silva, aluno 9º ano da Escola Municipal Cônego João de Deus, 2007)


A crônica do aluno o 9º ano, que se fez cronista, está refletida no cotidiano. É um texto comprometido com a realidade social, haja vista que ele parte de uma conversa com o leitor, abordando uma reportagem do programa Fantástico, de forma ligeira e atraente levando o leitor a refletir e a sensibilizar-se diante de uma tragédia familiar.
A língua é clara, direta e precisa, os verbos e os pronomes estão em 3ª pessoa, havendo predomínio da narração, assim como também da função referencial da linguagem. Podemos notar também que a linguagem é impessoal, clara, precisa, objetiva e direta de acordo com o padrão da língua culta. Havendo na crônica a utilização das três funções da linguagem – a referencial, a emotiva e a conativa.
O aluno ao organizar seu texto fez uso dos vários modos de organização do discurso. Iniciando uma narração a partir da rotina de muitas famílias brasileiras nos domingos, descrevendo a ação trágica do pai ao jogar a filha pela janela do 6º andar de seu prédio, argumenta sobre a falta de amor e a frieza dos seres humanos.
Na crônica em análise percebemos um gênero de classificação ambígua: ao relatar o domingo fantástico como fator de reunião da família, em seguida questionando o leitor sobre o seu ponto de vista, mostrando como desfecho daquele domingo uma tragédia. Misturando sensibilidade, com opinião, mostra a felicidade de uma família e depois a destruição de outra por um fato trágico.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

O ensino de língua e literatura na sala de aula possibilitar refletir sobre a vida, a partir da vivência cotidiana dos alunos. Os temas podem ser variados e começar sempre com o debate, antes de começar a escritura de uma crônica. É importante a participação de todos os professores da escola. Possibilitando uma interdisciplinaridade, a partir de problemas concretos dos jovens como sexualidade, namoro, trabalho, drogas, violência, realidade brasileira, ética, moral, espiritualidade, e pluralidade cultural.
A leitura de mundo torna-se elemento facilitador para a melhor compreensão do mundo literário consultado pelo aluno, este por sua vez com o hábito contínuo e exercício da leitura tornar-se-á um escritor da vida.
Nesta interação percebemos que não há barreiras que não possam ser superadas, mas para vencê-las, é necessário compreender e assumir com verdadeiro amor a formação de novos cidadãos, leitores e escritores do mundo.
E ao trabalhar com projetos interdisciplinares, podemos afirmar com certeza que tanto educadores quanto educandos, envoltos numa pesquisa, não serão mais os mesmos, os resultados devem implicar em mais qualidade de vida, devem ser indicativos de cidadania, e de participação nas decisões da vida cotidiana e da vida social. Devem enfim, alimentar o sonho possível e a utopia necessária para uma nova lógica de vida.


REFERENCIAS

ALVES, Rubem. A alegria de ensinar. 4.ed. São Paulo: Ars Poética, 1994.
BENDER, Flora; LAURITO, Ilka. Crônica: História, Teoria e Prática. São Paulo: Scipione. 1993.
COLEÇÃO: ELENCO DE CRONISTAS MODERNOS por Carlos Drummond de Andrade [e outros]. 21ª edição. Rio de Janeiro: José Olympio, 2005.
KOCH, Ingedore. Villaça & Souza e Silva, Maria Cecília P. de. Lingüística aplicada ao Português: Sintaxe. São Paulo, Cortez, 2000. Revista Língua Portuguesa, ano II, número 23, p 52, 2007.
MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. São Paulo: Brasiliense (Coleção Primeiros Passos), 1982.
ORLANDI, Eni Pulcinelli. Discurso e Leitura. 4ª edição. São Paulo: Cortez, 1999.
PAULIUKONIS, Maria Aparecida Lino. GAVAZZI, Sigrid. Texto e Discurso: Mídia, Literatura e Ensino. Rio de Janeiro: Editora Lucerna, 2003.
SÁ, Jorge de. A Crônica. São Paulo: Ática, 2001.
SERAFINI, Maria Teresa. Como escrever textos. 9ª ed. São Paulo: Globo, 1998.

http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=O+ensino+de+literatura+brasileira+atrav%C3%A9s+da+cr%C3%B4nica+literaria+Benedita+Aguiar+Ferreira&meta=&aq=f&oq=



Trabalho Escolhido para Postar no Blog:

Voltando a Olhar o Mundo

Cinthia de Oliveira
Jaqueline E. de Paula
Wesley Reis

Quero voltar aos tempos de outrora, onde o “Dia das Crianças” era comemorado com alegria e meus sonhos não eram esquecidos como os brinquedos que me desinteressavam.
Lembro – me das historias, os contos de fadas antes de dormir, naqueles momentos chegava a pensar que seria um herói ou uma princesa.
Acordei num mundo estranho, cheio de incertezas e repleto de ódio nos olhos e nas ações das pessoas. E desse mundo, as vezes tento me esconder, mas ser adulto é muito mais difícil do que percebo e por trás dos contos de fadas que me faziam viajar, hoje viajo nas desigualdades sociais e me entristeço em ver que as crianças deixaram de ser apenas crianças a muito tempo.
Peço que nesses dias difíceis, que crianças não percam sua alma, não esqueçam que são puros e pureza só a crueldade dos homens que destrói , então cultivem a pureza dentro de vocês. Olhos puros, não se encham de lágrimas, pois as lágrimas que agora lavam meu rosto por lembranças, acalentam meu coração por saber que posso ajudar em algum lugar uma criança viver, crescer e jamais se esquecer de como é bom ser criança.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Entrevista

Profissionais como médicos, juízes e vendedores, assim como os jornalistas, também se utilizam da entrevista em sua profissão. Porém o jornalista a utiliza para obter informações que serão publicadas produto comercial – o veículo noticioso –,onde entram a credibilidade e fidedignidade das fontes.

A primeira entrevista publicada teria acontecido em 1836, realizada pelo jornalista americano James Gordon Bennett que cobriu o assassinato da prostituta Ellen Jewett e transcreveu o diálogo com a dona do bordel, na zona de prostituição de Nova Iorque.

No dia-a-dia do repórter a entrevista pode ser:

ocasional: qualquer pessoa pode ser colhida por uma indagação. É a urgência ou a necessidade que leva a esse tipo de entrevista, em que você pode colher a pessoa de surpresa;

temática: você tem um tema que está perseguindo e procura um especialista para ajudá-lo;

em profundidade: você deve tentar se aprofundar no assunto, procurar conhecer os entrevistados com antecedência.


Tipos de Entrevista

Entrevista-rito: frases respondidas por jogadores de futebol e de outros esportes, misses, ganhadores de Oscar, etc. Em geral, para as perguntas de sempre há sempre uma resposta-padrão.

Entrevista anedótica: típica dos talk shows, az piada com as respostas do entrevistado. Assim como Jô Soares, procura valorizar os aspectos engraçados e pitorescos do conviddo.

Entrevista-diálogo: é a entrevista verdadeira com contribuições de ambas as partes. Diversas vezes, é preciso tricotar um pouco com o entrevistado para fazê-lo relaxar.

Confissões: é o depoimento oi entrevista testemunhal onde o entrevistador se apaga para deixar falar o outro, muitas vezes num desabafo emocionado.

Entrevista conceitual: o entrevistador procura ouvir os dois lados da questão.

Enquete: também conhecida como “o povo fala”, consiste em formular apenas uma ou duas perguntas para várias pessoas. O conjunto da resposta levará o leitor/espectador a se identificar com as posições contra ou a favor do tema levantado.

Entrevista investigativa: o jornalista a utiliza para meios indiretos de averiguação, obtenção de informações e denúncias. Aproveita muitos offs.

Confronto: debates, mesas-redondas, painel, simpósio para discutir temas polêmicos.

Perfil: é utilizada para traçar o perfil de uma pessoa, o que necessita que o entrevistador conheça um pouco da pessoa para poder entender a sua trajetória.

Entrevista pingue-pongue: é a clássica pergunta-e-resposta. Geralmente, perguntas rápidas e respostas curtas.

Entrevista coletiva: é uma modalidade de entrevista de um para muitos. Geralmente, um entrevistado (ou pequeno grupo) e muitos entrevistadores de diferentes veículos.

Entrevista exclusiva: é o resultado do esforço do repórter em busca do fato, ou por iniciativa do entrevistado, que não deseja dividir a informação com mais ninguém.


Conselhos para uma boa entrevista

1) Num sentido estrito, fazer uma entrevista é marcar um encontro com uma pessoa para falar de um assunto específico que ela domina. Seja cortês, preciso, respeitoso e pontual.

2) Seja objetivo, vá direto ao ponto. Procure saber quanto tempo terá para a entrevista. Isso é básico na elaboração das perguntas.

3) Prepare-se, pesquise, leia tudo que puder sobre o entrevistado.

4) Faça anotações, mesmo se estiver usando um gravador. Preste atenção nas palavras, no raciocínio do entrevistado. Quanto este disser uma frase contundente, anote-a entre aspas.

5) Dispense as perguntas longas. Concentre-se no que quer obter do entrevistado. Tente conquistar a confiança antes de fazer perguntas delicadas. Zele pela cordialidade, sem abrir mão de questões incisivas. Sorria.

6) Se o entrevistado disser “em primeiro lugar...”, anote. Depois cobre dele o segundo e terceiro lugares.

7) Registre o clima da conversa – gentileza, cordialidade, amizade, franqueza, ou, ao contrário, rispidez, desconforto. Se o entrevistado não quiser responder a uma pergunta, insista ou a faça mais tarde de outra maneira.

8) Elabore questões curtas para que o entrevistado tenha chance de se expressar. Não lhe dê respostas. No caso de uma resposta muito esperada, faça-o repetir para comprovar: “o senhor quer dizer que...?”

9) Siga o rumo da entrevista, mas não se distancie daquilo que quer obter.

10) Por um gesto, pelo temos das mãos ou pelo modo de se mexer, é possível saber se alguém está mentindo. É muito importante entrevistar as pessoas olhando-as nos olhos.


Atividade em Sala



Após a apresentação, foi entregue aos colegas de sala um release da dupla sertaneja Maurício e Mauri e solicitado que lessem e formulassem 4 perguntas. Passado o tempo estipulado para tal, foi levado até a sala de aula o cantor Mauri (da dupla citada) que respondeu as perguntas formuladas pelos colegas de sala, onde puderam exercitar na prática o conteúdo passado durante a apresentação.


Joaquim, Luciana e Maira

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

EDITORIAL

Nesta terça-feira dia 6 de outubro de 2009,nós fizemos uma apresentação na aula sobre o que é um editorial.
Um jornal é dividido em cadernos e suplementos.

• Notícias nacionais
• Notícias internacionais
• Notícias locais e regionais
• Economia
• Esporte
• Ciência & Tecnologia
• Cultura (Cinema, Música, Teatro, Televisão)
• Turismo
• Informática
• Automobilismo
• Moda
Cada um desses suplementos podem gerar a opinião do veiculo, sobre uma determinada noticía ou fato qye tenha ocorrido. O veículo pode optar por emitir uma opinião sobre esse fato ou noticía de acordo com a linha editorial.
O editorial é um texto opinativo não assinado que reflete a posição coletiva da redação do jornal. Editoriais não são notícias, são opiniões baseadas em fatos. Por exemplo, os editoriais podem criticar a atuação de autoridades públicas como o prefeito, o chefe de polícia ou o conselho de alunos local. Por outro lado, podem também elogiar pessoas por suas contribuições. Seja qual for o assunto, jornais esperam que seus editoriais aumentem o nível de discussão na comunidade. Um jornal publica sua visão sobre fatos atuais, regionais ou nacionais, nos editoriais.
O editorial é dirigido por um redator que não trabalha no setor de notícias. Pessoas que trabalham em jornais chamam isso de "separação entre a Igreja e o Estado", o que significa que há uma linha que não deve ser ultrapassada entre notícia e opinião. Se esta linha for ultrapassada, o jornal perde seu bem mais valioso, a credibilidade. Por este motivo, os redatores em alguns grandes jornais são subordinados ao editor, que é o diretor-geral da empresa, e não ao editor-executivo. Em outros jornais ele pode ser. Seja qual for o modelo da organização, nenhum dos dois departamentos pode dizer um ao outro o que publicar no jornal.
“Pelas características apontadas acima, podemos dizer que o editorial é um texto: dissertativo, pois desenvolve argumentos baseados em uma ideia central; crítico, já que expõe um ponto de vista; informativo, porque relata um acontecimento”.
Contudo, contrariando o fato do editorial levar em consideração a opinião do jornal como um todo, muitos editoriais de revista mostram apreciações feitas por autores que assinam o texto e muitas vezes até mostram o rosto em uma foto!

Em resumo, o editorial expressa a opinião oficial da empresa ou do veículo, sobre os fatos de maior repercussão no momento. Não é a opinião dos proprietários, mas um consenso alinhado á linha editorial do veículo. Normalmente ele não é assinado.


Exemplo de editorial feito pelo jornal LANCE!, no dia 6 de agosto de 2008

Caiu a máscara. Depois de anos afirmando que o investimento do governo se restringiria à infraestrutura, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, revelou em entrevista a vários veículos de comunicação, para a qual este LANCE! mais uma vez não foi convidado, que não haverá Copa sem dinheiro publico nos estádios.
O que o senhor Teixeira “descobriu” agora, o LANCE! já vinha afirmando há tempos. Não haverá dinheiro privado para bancar a construção ou mesmo a reforma da maioria dos estádios e arenas nas 12 cidades escolhidas como sede da Copa de 2014. Mas por que a iniciativa privada não vai colocar dinheiro nesta empreitada? É simples. A construção de estádios em todo o mundo é garanti pelos donos dos clubes. Como nossos clubes não têm donos – e para piorar têm farto histórico de má gestão e calote -, não oferecem a mínima segurança econômica ou jurídica para um investimento privado de custo alto e longo prazo de retorno.
O que garante que, na eleição de uma nova diretoria, um clube desses simplesmente jogue o contrato às favas e se recuse a continuar mandando seus jogos no estádio construido a peso de ouro e pago por um investidor?
O remendo que surge no horizonte – uma linha de crédito especial do BNDES para financiar todas as obras – pode sair ainda pior do que a encomenda. O banco, patrimônio do povo brasileiro, não pode ser violentado, obrigado a abrir os cofres sem critério para cobrir o rombo do mau planejamento do senhor Teixeira.
É obrigatório, por exemplo, respeitar os limites de endividamento dos estados, uma conquista da Nação, que já se fala em jogar pelo ralo para permitir a tomada de dinheiro extra. É necessário que, para beneficiar entidades privadas – alguns estádios pertencem a clubes -, sejam impostas condições de crédito semelhantes às aplicadas em outras áreas.
Os estádios, sejam públicos ou particulares, têm de ter viabilidade econômica comprovada. Não podem, ainda mais bancados pela viúva, se transformar em elefantes brancos, monumentos ao desperdício nacional, tão logo a Copa acabe. Os técnicos do banco têm de ser ouvidos e seus pareceres, respeitados. Vai que é tua, BNDES!
PS: Numa Copa que vai ter dinheiro público de cabo a rabo - na construção de estádios, na reformulação do sistema de transportes, no financiamento da rede hoteleira –, o que explica que o comitê organizador seja composto apenas por amigos e familiares do senhor Teixeira? No mínimo, é um disparate. Inadmissível.


Editorial feito pelos alunos de Jornalismo Kelly, Cintia, Wesley, Max, Acácio, Renato, Haroldo e Priscila

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, veio novamente à público para se posicionar em relação as contestações de Orlando Silva , sobre o uso do dinheiro público em estádios para a Copa do Mundo de 2014.
Entendemos que somente o dinheiro privado não será suficiente para a reforma e novas instalações dos estádios, logo no Brasil que é o “País do Futebol”, nada mais justo do que apoiar e investir no nosso principal esporte, que nos dá a maior repercussão internacional e que revela grandes talentos.
O dinheiro público gasto nos estádios, retornará para a população em forma de melhoria que a Copa do Mundo e grandes eventos esportivos ou não (shows, lazer,entretenimento), irão trazer para o país, dentre eles, destacamos a segurança, o transporte, o turismo e a economia.
Portanto, apoiamos abertamente a posição de Ricardo Teixeira para a utilização de verba pública na melhoria dos estádios das grandes capitais brasileiras, que certamente irão progredir em diversos aspectos.

Valeu pessoal! Abraço a todos!

Leandro Tadeu Mastropasqua
Leandro Cesar Romano

sábado, 19 de setembro de 2009

Coluna Social e Gastronômica

Na terça-feira, 15 de setembro de 2009, apresentamos uma pesquisa para toda sala sobre Coluna Social e Gastronômica. Procuramos dar prioridade para a estrutura textual, mas também acrescentamos fatores que entendemos como importantes sobre tal assunto.
A coluna social em sua essência tem forte característica de informar sobre a vida privada das pessoas públicas da sociedade em questão, uma prática exercida a muito tempo que atingi principalmente a elite. As revistas de “fofocas” são as mais vendidas em todo o Brasil, mas sempre houve uma discussão sobre a importância de tal função jornalística. Muitos criticam muito essa maneira de se fazer jornalismo, achando que não traz benefício algum para a população, outros acham ser uma maneira forte de como se retratar a vida de uma sociedade e que o entretenimento não faz mal a ninguém. O que é certo, é que são textos apesar de simples, muito bem criados e com uma montagem estratégica para atingir o seu objetivo, adjetivos de superioridade são extremamente usados a todo momento, juntando-se a palavras estrangeiras que criam uma idéia de muito glamour e sofisticação. Essas tais palavras e a forma de como elas são usadas em cada pedaço da redação, unem a coluna social a gastronômica, sendo que, quando se fala de gastronomia os termos e formas de como são usadas essas palavras são muito semelhantes.
A coluna gastronômica só tem expressões um pouco diferentes. A coluna social usa os termos: maravilhoso, chiquérrimo, exuberante,etc. já a coluna gastronômica usa termos para elevar a cara do prato como: delicioso, saboroso, magnífico, de dar água na boca, etc. O que chama atenção nos dois tipos de textos que coincidem um ao outro, é a estrutura completamente DESCRITIVA usada pelos seus autores, eles tentam passar uma leitura prazerosa para que nós possamos dentro da nossa imaginação ver toda a cena e desenvoltura que nos é passada , assim exercer uma coisa muito boa no íntimo de cada indivíduo.
Apesar de ter faltado uma coisa ou outra citada pelo nosso digníssimo professor José Roberto, ficamos muito feliz com nossa apresentação e mais feliz ainda por ter percebido que a turma absorveu muito bem a proposta que quisermos passá-los, isso ficou claro na atividades que propomos a eles , o resultado foi excelente e ficamos muito orgulhosos. Ao professor falar para nós escolhermos uma das redações criadas pelo pessoal e publicá-la neste blog, tivemos sim uma tarefa muito difícil, pois todas ficaram muito legais. Então resolvemos publicar todas! Aqui já agradecemos a atenção e interesse de todos no momento de nossa apresentação! Um abraço a todo mundo!



Haroldo Moreira Barbosa
Renato Rodrigues Ferreira



Gastronomia em São Paulo


Na última terça-feira dia 27, o restaurante Bom Prato abriu suas portas para todos aqueles que apreciam a boa comida Italiana.
O cardápio é o mais repleto, contendo todos os deliciosos pratos da cultura italiana.
Os pratos feitos pelo chef Francisco de Jesus são de longe os mais saborosos, especialmente o macarrão alho e oléo, que agradou até mesmo o paladar dos mais críticos como Odair Dell Pozzo (critico jornal Agora), contando também com a presença ilustre da atriz Wilza Carla.
O novo restaurante fica no morro do Heliópolis na altura do número 100, vale a pena conferir e saborear desses deliciosos pratos.

De: Joaquim, Luciana, Maíra, Murilo e Suellen





Grande inauguração de restaurante italiano

O conceituado chefe italiano Ragazzo desembarcará na próxima sexta-feira em solo nacional direto da cidade de Bolonha, onde dirige a cozinha do seu famoso restaurante. Sucesso de público.
Ragazzo vêm ao Brasil para inaugurar uma filial de seu restaurante na capital paulista.
A noite de inauguração contará com uma vasta lista vip, nomes como: Josimar Mello (critico de gastronomia de São Paulo) e Alex Atala (dono de um grande restaurante de São Paulo), já confirmaram presença.
O cardápio como não poderia deixar de ser, contara com as incríveis e deliciosas massas que Ragazzo sabe preparar.
Molhos originais e cheios de sabor estarão mais acessíveis aos amantes da boa cozinha italiana. Vale à pena conferir.

De: Dayane e Thais



Foi reinaugurado, nesta sexta feira, embaixo de chuva torrencial, e um ambiente muito agradável e descontraído, na Avenida Richarlyson, á altura do n° 24 no bairro Ana Rosa, o restaurante italiano Bono Praeto.
Foram convidados para este glamoroso evento, pessoas da high Society , assim como , Chiquinho Scarpa, Ronaldo Ésper, David Brasil, Sebastiam garoto-propaganda da rede C&A e claro, não podia faltar também à maravilhosa presença de um dos melhores apresentadores da TV brasileira, Ronnie Von, que foi também uns dos o primeiros, a degustar a principal iguaria da casa, Rabada com mandioca, preparada cuidadosamente pelo chefe Rick Martin.
E para fechar o evento, com chave de ouro, teve a presença da magnífica banda Village People Revival.
Veja as fotos do evento no site www.aiquedelicia.com.br.


De: Leandro Cesar Romano, Leandro Tadeu Mastropasqua, Paulo Rodrido de Oliveira e Wesley Reis.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Ilha das Flores


recebemos duas resenhas críticas, ficou faltando uma, como o prazo estourou vamos publicar as que nos foram enviadas.

Ilha da Realidade

O filme Ilha das flores, foi filmado em 1989, no município da Ilha dos Marinheiros que fica próximo a cidade de Porto Alegre no Rio Grande Do Sul. O filme faz uma critica à sociedade capitalista e a desigualdade social de uma forma simples, objetiva e irônica.
O autor mostra desde a plantação de tomates, passa pelo lucro da sociedade capitalista e mostra pessoas que não usufruem desse sistema capitalista. São pessoas que acabam comendo o “resto do resto”, que o próprio animal rejeitou como alimento. O autor destaca nas entrelinhas que o ser humano, tem um cérebro mais não o utiliza como deveria, acaba assim utilizando apenas em beneficio próprio.
O filme é uma obra que deveria ser vista por qualquer pessoa, de qualquer classe social, para que todos tomem a consciência que existem várias outras Ilha das Flores no BRASIL AFORA.

Leandro Cesar Romano
Leandro Tadeu Mastropasqua
Wesley Silva dos Reis

COMENTÁRIOS
faltaram alguns elementos que ajudam a formar uma resenha crítica, a biografia do autor da obra não foi citada e fica mais evidente a ausência de julgamento, a resenha crítica de vocês possui poucos elementos críticos, para que ela tenha êxito em sua proposta se faz necessário que vocês complementem com opiniões e conclusões que chegaram a partir do filme.

Dignidade Urgente!

Para quem conhece (ou não) um dos grandes nomes do cinema brasileiro, Jorge Furtado, diretor de obras como “Meu tio matou um cara” e “O homem que copiava”, deixo aqui registrado que ele se sagrou também pela produção de curtas-metragens. Alguns deles, polêmicos. É o caso de Ilha das Flores. Produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre em 1989 e narrado por Paulo José.
O filme, que se passa na capital gaúcha, faz uma leitura do cenário social brasileiro. Sua linguagem possui uma característica muito peculiar de ser simples e objetiva, sem dar tempo para dúvidas em relação ao contexto proposto ao mesmo tempo que um tom satírico, senão provocativo invade a narração. A ideia se constroi de forma bem detalhada e progressiva. Detalhada porque expõe as questões aparentemente básicas do cotidiano em relação a como se dá a compra e o consumo de alimentos; e progressiva, pois essas nuances do dia-a-dia tomam proporções que nos fazem pensar no desafio, quiçá no milagre de se obter qualquer coisa que possa vir a ser uma refeição - nem que seja a única do dia - de muitos brasileiros que lutam por um mínimo de dignidade “à mesa”.
Ilha das Flores representa em pouco mais de 13 minutos uma realidade que será sempre ignorada pela maioria, porém haverá outros tantos assim como Jorge Furtado que nos lembrarão, aparentemente de forma despretensiosa, de dois lados perturbadores da sociedade: o primeiro é tentar entender como ainda há tantas pessoas que não fazem ideia de como é fácil comprar um quilo de feijão; o segundo, tentar entender como ainda existem pessoas que nem por um momento se imaginam comendo feijão requentado.

Heloisa, Maxwell, Acácio e Priscilla.


COMENTÁRIO

na contramão da resenha crítica anterior, esta se preocupou demasiadamente com o tom opinativo que se esqueceu de informar. concordando ou discordando, temos de reconhecer que há a opinião do grupo neste texto, porém não temos a resenha própriamente dita, não há aqui o resumo com as ideias centrais do texto, outros elementos acabaram ficando perdidos, não temos aqui a recomendação do autor sobre qual público vai se identificar com esse filme, a opinião é importante, mas não pode ser o único elemento de uma resenha crítica.

Igor, Jaqueline e Guilherme.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

quem não lê não pensa, e quem não pensa será para sempre um servo!




antes de começar a explicar o sentido da Resenha Crítica precisamos desmembrá-la da idéia que a resenha em sua primeira função desempenha, ou seja, um resumo que se limita a expor o conteúdo (as idéias centrais) da peça estudada sem traí-lo em sua essência. a resenha crítica atua com a mesma proposta de síntese do conteúdo, porém com uma avaliação sobre a obra, uma junção da informação com a opinião.
Antes de explorarmos o conteúdo da resenha crítica e as funções do resenhista, analisaremos a estrutura do texto. o título da resenha crítica não precisa acompanhar o título da obra que você analisa, por exemplo: se for fazer uma resenha crítica sobre “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, não há necessidade de intitulá-la “Vidas Secas”, com um esforço criativo pode elaborar um título que remeta à sua idéia final sobre o livro, pode ser: “Um oceano de motivos no Sertão de Graciliano”. é de bom uso que as informações bibliográficas sejam fornecidas no começo ou até o segundo parágrafo, faz-se assim para situar o leitor. quando for citar a obra em sua Resenha pela primeira vez, esta deve conter os seguintes dados:

• nome do autor
• título da obra
• nome da editora
• data da publicação (ano)
• número de páginas
• preço

a introdução do texto pode ser criada de acordo com o instinto criativo do autor, não se esquecendo da importância de abordar as informações bibliográficas no início do texto, a resenha crítica não deve ser vista ou elaborada mediante um resumo a que se acrescenta, ao final, uma avaliação ou crítica. a postura crítica deve estar presente desde a primeira linha, resultando num texto em que o resumo e a voz crítica do resenhista se interpenetram, porém faz-se necessário que uma resenha crítica obedeça alguns critérios que devem ser aplicados em sua estrutura, são eles:

• referência bibliográfica;
• credenciais do autor (da obra): quem é, nacionalidade, formação, publicações;
• resumo da obra: o resumo deve conter as idéias centrais da obra em estudo; um resumo não contém o que o resenhista ou crítico ACHA ser importante. ao contrário, dá informações sobre: de que trata o texto, exige algum conhecimento prévio para o entendimento, possui alguma característica especial, como foi abordado o assunto;
• conclusão do autor da obra: o resenhista ou crítico relata quais são as conclusões a que o autor da obra chega, onde estão colocadas tais conclusões e quais são as mesmas;
• crítica ou apreciação do resenhista ou crítico: julgar a obra quanto a sua contribuição no campo do conhecimento, originalidade de idéias, quanto às escolas ou tendências científicas, filosóficas ou culturais;
• mérito da obra: qual é a contribuição dada pela obra, as idéias são verdadeiras, originais, criativas; qual a contribuição ao conhecimento (apresenta conhecimentos novos, amplos, restritos, abordagem diferente?);
• estilo: o autor é conciso, simples, claro, preciso, coerente, romântico, idealista, sua linguagem é ou não correta segundo a língua em questão;
• indicação do resenhista: a que público a obra se dirige (geral, de especialistas, estudantes, pode ser adotado em algum curso ou disciplina).

deixando a estrutura do texto, vamos falar sobre o resenhista, o que se pede a um resenhista para que este esteja pronto a escrever uma resenha crítica é:

• repertório para argumentação: nada mais é que o conhecimento científico sobre o segmento da obra analisada.
• domínio da língua: a boa relação e aplicação do resenhista com o português.

o objetivo da resenha é divulgar objetos de consumo cultural - livros, filmes, peças de teatro, etc. a resenha crítica morre com o tempo, a obra analisada é atemporal, porém essa análise sobre a obra se dissipa com o tempo, envelhece rapidamente, muito mais que outros textos de natureza opinativa.
não podemos esquecer que o critico também acaba por se tornar alvo de críticas, elas partem dos criticados que o acusam de "detratores da obra" ou de "ignorantes", além de outros adjetivos nada gentis.


hasta siempre compañeros!
Igor, Guilherme e Jaqueline

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Artigo de opinião

O artigo de opinião é um texto em que o autor expõe seu posicionamento diante de algum tema atual e/ou polêmico e de interesse de muitos. É comum encontrarmos circulando no rádio, na TV, nas revistas, nos jornais, temas polêmicos que exigem uma posição por parte dos ouvintes, espectadores e leitores, por isso o autor geralmente apresenta seu ponto de vista sobre o tema em questão através do artigo de opinião.
É um texto dissertativo, pois apresenta argumentos sobre o assunto abordado.O escritor além de expor seu ponto de vista, deve sustentá-lo através de informações coerentes, admissíveis e verdadeiras.
Logo, as ideias defendidas no artigo de opinião são de total responsabilidade do autor,e por este motivo, o mesmo deve ter cuidado com a veracidade dos elementos apresentados. Cada ideia tem de ser repetida duas ou mais vezes. Na primeira vez você explica de um jeito, na segunda você explica de outro. Nem todo mundo entende na primeira investida, a maioria fica confusa. A segunda explicação é uma nova tentativa e serve de reforço e validação para quem já entendeu da primeira vez.
O artigo de opinião sempre deve ser assinado no final.
O segredo de um bom artigo não é o talento, mas a dedicação, persistência e manter-se ligado a algumas regras simples.
É muito comum artigos de opinião em jornais e revistas. Portanto, se você quiser aprofundar mais seus conhecimentos a respeito desse tipo de produção textual, é só procurá-lo nestes tipos de canais informativos. A leitura é breve e simples, pois são textos pequenos e a linguagem não é intelectualizada, uma vez que a intenção é atingir todo tipo de leitor. Hoje, a internet também é um meio de comunicação muito utilizada para a publicação de artigos e produções textuais (crônicas, resenhas, etc), principalmente para estudantes de jornalismo e recém-formados (focas) que desejam treinar a escrita e o bom desempenho de uma redação jornalística.Segue abaixo alguns sites de publicação de artigos para quem tiver interesse:

http://www.webartigos.com/
http://static.publico.clix.pt/homepage/site/contactos/criterios/artigosOpiniao.aspx

Uma característica muito peculiar deste tipo de gênero textual é a persuasão, que consiste na tentativa do emissor de convencer o destinatário a adotar a opinião apresentada. Portanto, é comum presenciarmos descrições detalhadas, apelo emotivo, acusações, humor satírico, ironia e fontes de informações precisas. O objetivo de um artigo é convencer alguém de uma nova ideia, não convencer alguém da sua inteligência. Isto é, o leitor irá decidir por si, dependendo de quão convincente você for.
A linguagem é objetiva e aparecem repletas de sinais de exclamação e interrogação, os quais incitam à posição de reflexão favorável ao enfoque do escritor.
Outros aspectos persuasivos são as orações no imperativo (seja, compre, ajude, favoreça, exija, etc.) e a utilização de conjunções que agem como elementos articuladores (e, mas, contudo, porém, entretanto, uma vez que, de forma que, etc.) e dão maior clareza às ideias.
Geralmente, é escrito em primeira pessoa, já que trata-se de um texto com marcas pessoais e, portanto, com indícios claros de subjetividade, porém, pode surgir em terceira pessoa.
Para ser um bom jornalista é essencial estar preparado para produzir este tipo de texto, pois em algum momento e/ou circunstância poderá surgir oportunidades ou necessidades de expor idéias pessoais através da escrita.

Lembrem-se: Mudem o mundo com suas opiniões, pesquisas e observações fundamentadas, não com seus preconceitos.

As professorinhas Aline e Kelly



Segue abaixo o artigo de opinião produzido em sala de aula do grupo do Igor:

Será Belchior esse pobre rapaz latino americano?

Será que como nossos pais Belchior resolveu abrir mão de uma vida midiática, repleta de valores materiais e partiu para um universo de valorização das relações humanas e de valores hoje deixados de lado?
Ou Belchior decidiu que deveria ser esquecido para ser lembrado?
Há tempos os brasileiros tentam compreender o fenômeno que faz com que compositores do passado, que representam uma geração com músicas emblemáticas e de extrema eficiência em suas propostas, hoje não conseguem mais dialogar com o público através de músicas, suas obras deixaram de soar interessante, suas opiniões aparecem mais que suas músicas.
Esse time é grande, Caetano, Gil, Bethânia, Gal, Djavan, Chico, Alceu Valença e o próprio Belchior. Esse último achou que valeria menos descobrir as respostas para o ostracismo criativo dos medalhões da nossa música do que mostrar as ruas de Montevidéu à seu amigo Charlie Brow.