quarta-feira, 14 de outubro de 2009

EDITORIAL

Nesta terça-feira dia 6 de outubro de 2009,nós fizemos uma apresentação na aula sobre o que é um editorial.
Um jornal é dividido em cadernos e suplementos.

• Notícias nacionais
• Notícias internacionais
• Notícias locais e regionais
• Economia
• Esporte
• Ciência & Tecnologia
• Cultura (Cinema, Música, Teatro, Televisão)
• Turismo
• Informática
• Automobilismo
• Moda
Cada um desses suplementos podem gerar a opinião do veiculo, sobre uma determinada noticía ou fato qye tenha ocorrido. O veículo pode optar por emitir uma opinião sobre esse fato ou noticía de acordo com a linha editorial.
O editorial é um texto opinativo não assinado que reflete a posição coletiva da redação do jornal. Editoriais não são notícias, são opiniões baseadas em fatos. Por exemplo, os editoriais podem criticar a atuação de autoridades públicas como o prefeito, o chefe de polícia ou o conselho de alunos local. Por outro lado, podem também elogiar pessoas por suas contribuições. Seja qual for o assunto, jornais esperam que seus editoriais aumentem o nível de discussão na comunidade. Um jornal publica sua visão sobre fatos atuais, regionais ou nacionais, nos editoriais.
O editorial é dirigido por um redator que não trabalha no setor de notícias. Pessoas que trabalham em jornais chamam isso de "separação entre a Igreja e o Estado", o que significa que há uma linha que não deve ser ultrapassada entre notícia e opinião. Se esta linha for ultrapassada, o jornal perde seu bem mais valioso, a credibilidade. Por este motivo, os redatores em alguns grandes jornais são subordinados ao editor, que é o diretor-geral da empresa, e não ao editor-executivo. Em outros jornais ele pode ser. Seja qual for o modelo da organização, nenhum dos dois departamentos pode dizer um ao outro o que publicar no jornal.
“Pelas características apontadas acima, podemos dizer que o editorial é um texto: dissertativo, pois desenvolve argumentos baseados em uma ideia central; crítico, já que expõe um ponto de vista; informativo, porque relata um acontecimento”.
Contudo, contrariando o fato do editorial levar em consideração a opinião do jornal como um todo, muitos editoriais de revista mostram apreciações feitas por autores que assinam o texto e muitas vezes até mostram o rosto em uma foto!

Em resumo, o editorial expressa a opinião oficial da empresa ou do veículo, sobre os fatos de maior repercussão no momento. Não é a opinião dos proprietários, mas um consenso alinhado á linha editorial do veículo. Normalmente ele não é assinado.


Exemplo de editorial feito pelo jornal LANCE!, no dia 6 de agosto de 2008

Caiu a máscara. Depois de anos afirmando que o investimento do governo se restringiria à infraestrutura, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, revelou em entrevista a vários veículos de comunicação, para a qual este LANCE! mais uma vez não foi convidado, que não haverá Copa sem dinheiro publico nos estádios.
O que o senhor Teixeira “descobriu” agora, o LANCE! já vinha afirmando há tempos. Não haverá dinheiro privado para bancar a construção ou mesmo a reforma da maioria dos estádios e arenas nas 12 cidades escolhidas como sede da Copa de 2014. Mas por que a iniciativa privada não vai colocar dinheiro nesta empreitada? É simples. A construção de estádios em todo o mundo é garanti pelos donos dos clubes. Como nossos clubes não têm donos – e para piorar têm farto histórico de má gestão e calote -, não oferecem a mínima segurança econômica ou jurídica para um investimento privado de custo alto e longo prazo de retorno.
O que garante que, na eleição de uma nova diretoria, um clube desses simplesmente jogue o contrato às favas e se recuse a continuar mandando seus jogos no estádio construido a peso de ouro e pago por um investidor?
O remendo que surge no horizonte – uma linha de crédito especial do BNDES para financiar todas as obras – pode sair ainda pior do que a encomenda. O banco, patrimônio do povo brasileiro, não pode ser violentado, obrigado a abrir os cofres sem critério para cobrir o rombo do mau planejamento do senhor Teixeira.
É obrigatório, por exemplo, respeitar os limites de endividamento dos estados, uma conquista da Nação, que já se fala em jogar pelo ralo para permitir a tomada de dinheiro extra. É necessário que, para beneficiar entidades privadas – alguns estádios pertencem a clubes -, sejam impostas condições de crédito semelhantes às aplicadas em outras áreas.
Os estádios, sejam públicos ou particulares, têm de ter viabilidade econômica comprovada. Não podem, ainda mais bancados pela viúva, se transformar em elefantes brancos, monumentos ao desperdício nacional, tão logo a Copa acabe. Os técnicos do banco têm de ser ouvidos e seus pareceres, respeitados. Vai que é tua, BNDES!
PS: Numa Copa que vai ter dinheiro público de cabo a rabo - na construção de estádios, na reformulação do sistema de transportes, no financiamento da rede hoteleira –, o que explica que o comitê organizador seja composto apenas por amigos e familiares do senhor Teixeira? No mínimo, é um disparate. Inadmissível.


Editorial feito pelos alunos de Jornalismo Kelly, Cintia, Wesley, Max, Acácio, Renato, Haroldo e Priscila

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, veio novamente à público para se posicionar em relação as contestações de Orlando Silva , sobre o uso do dinheiro público em estádios para a Copa do Mundo de 2014.
Entendemos que somente o dinheiro privado não será suficiente para a reforma e novas instalações dos estádios, logo no Brasil que é o “País do Futebol”, nada mais justo do que apoiar e investir no nosso principal esporte, que nos dá a maior repercussão internacional e que revela grandes talentos.
O dinheiro público gasto nos estádios, retornará para a população em forma de melhoria que a Copa do Mundo e grandes eventos esportivos ou não (shows, lazer,entretenimento), irão trazer para o país, dentre eles, destacamos a segurança, o transporte, o turismo e a economia.
Portanto, apoiamos abertamente a posição de Ricardo Teixeira para a utilização de verba pública na melhoria dos estádios das grandes capitais brasileiras, que certamente irão progredir em diversos aspectos.

Valeu pessoal! Abraço a todos!

Leandro Tadeu Mastropasqua
Leandro Cesar Romano

sábado, 19 de setembro de 2009

Coluna Social e Gastronômica

Na terça-feira, 15 de setembro de 2009, apresentamos uma pesquisa para toda sala sobre Coluna Social e Gastronômica. Procuramos dar prioridade para a estrutura textual, mas também acrescentamos fatores que entendemos como importantes sobre tal assunto.
A coluna social em sua essência tem forte característica de informar sobre a vida privada das pessoas públicas da sociedade em questão, uma prática exercida a muito tempo que atingi principalmente a elite. As revistas de “fofocas” são as mais vendidas em todo o Brasil, mas sempre houve uma discussão sobre a importância de tal função jornalística. Muitos criticam muito essa maneira de se fazer jornalismo, achando que não traz benefício algum para a população, outros acham ser uma maneira forte de como se retratar a vida de uma sociedade e que o entretenimento não faz mal a ninguém. O que é certo, é que são textos apesar de simples, muito bem criados e com uma montagem estratégica para atingir o seu objetivo, adjetivos de superioridade são extremamente usados a todo momento, juntando-se a palavras estrangeiras que criam uma idéia de muito glamour e sofisticação. Essas tais palavras e a forma de como elas são usadas em cada pedaço da redação, unem a coluna social a gastronômica, sendo que, quando se fala de gastronomia os termos e formas de como são usadas essas palavras são muito semelhantes.
A coluna gastronômica só tem expressões um pouco diferentes. A coluna social usa os termos: maravilhoso, chiquérrimo, exuberante,etc. já a coluna gastronômica usa termos para elevar a cara do prato como: delicioso, saboroso, magnífico, de dar água na boca, etc. O que chama atenção nos dois tipos de textos que coincidem um ao outro, é a estrutura completamente DESCRITIVA usada pelos seus autores, eles tentam passar uma leitura prazerosa para que nós possamos dentro da nossa imaginação ver toda a cena e desenvoltura que nos é passada , assim exercer uma coisa muito boa no íntimo de cada indivíduo.
Apesar de ter faltado uma coisa ou outra citada pelo nosso digníssimo professor José Roberto, ficamos muito feliz com nossa apresentação e mais feliz ainda por ter percebido que a turma absorveu muito bem a proposta que quisermos passá-los, isso ficou claro na atividades que propomos a eles , o resultado foi excelente e ficamos muito orgulhosos. Ao professor falar para nós escolhermos uma das redações criadas pelo pessoal e publicá-la neste blog, tivemos sim uma tarefa muito difícil, pois todas ficaram muito legais. Então resolvemos publicar todas! Aqui já agradecemos a atenção e interesse de todos no momento de nossa apresentação! Um abraço a todo mundo!



Haroldo Moreira Barbosa
Renato Rodrigues Ferreira



Gastronomia em São Paulo


Na última terça-feira dia 27, o restaurante Bom Prato abriu suas portas para todos aqueles que apreciam a boa comida Italiana.
O cardápio é o mais repleto, contendo todos os deliciosos pratos da cultura italiana.
Os pratos feitos pelo chef Francisco de Jesus são de longe os mais saborosos, especialmente o macarrão alho e oléo, que agradou até mesmo o paladar dos mais críticos como Odair Dell Pozzo (critico jornal Agora), contando também com a presença ilustre da atriz Wilza Carla.
O novo restaurante fica no morro do Heliópolis na altura do número 100, vale a pena conferir e saborear desses deliciosos pratos.

De: Joaquim, Luciana, Maíra, Murilo e Suellen





Grande inauguração de restaurante italiano

O conceituado chefe italiano Ragazzo desembarcará na próxima sexta-feira em solo nacional direto da cidade de Bolonha, onde dirige a cozinha do seu famoso restaurante. Sucesso de público.
Ragazzo vêm ao Brasil para inaugurar uma filial de seu restaurante na capital paulista.
A noite de inauguração contará com uma vasta lista vip, nomes como: Josimar Mello (critico de gastronomia de São Paulo) e Alex Atala (dono de um grande restaurante de São Paulo), já confirmaram presença.
O cardápio como não poderia deixar de ser, contara com as incríveis e deliciosas massas que Ragazzo sabe preparar.
Molhos originais e cheios de sabor estarão mais acessíveis aos amantes da boa cozinha italiana. Vale à pena conferir.

De: Dayane e Thais



Foi reinaugurado, nesta sexta feira, embaixo de chuva torrencial, e um ambiente muito agradável e descontraído, na Avenida Richarlyson, á altura do n° 24 no bairro Ana Rosa, o restaurante italiano Bono Praeto.
Foram convidados para este glamoroso evento, pessoas da high Society , assim como , Chiquinho Scarpa, Ronaldo Ésper, David Brasil, Sebastiam garoto-propaganda da rede C&A e claro, não podia faltar também à maravilhosa presença de um dos melhores apresentadores da TV brasileira, Ronnie Von, que foi também uns dos o primeiros, a degustar a principal iguaria da casa, Rabada com mandioca, preparada cuidadosamente pelo chefe Rick Martin.
E para fechar o evento, com chave de ouro, teve a presença da magnífica banda Village People Revival.
Veja as fotos do evento no site www.aiquedelicia.com.br.


De: Leandro Cesar Romano, Leandro Tadeu Mastropasqua, Paulo Rodrido de Oliveira e Wesley Reis.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Ilha das Flores


recebemos duas resenhas críticas, ficou faltando uma, como o prazo estourou vamos publicar as que nos foram enviadas.

Ilha da Realidade

O filme Ilha das flores, foi filmado em 1989, no município da Ilha dos Marinheiros que fica próximo a cidade de Porto Alegre no Rio Grande Do Sul. O filme faz uma critica à sociedade capitalista e a desigualdade social de uma forma simples, objetiva e irônica.
O autor mostra desde a plantação de tomates, passa pelo lucro da sociedade capitalista e mostra pessoas que não usufruem desse sistema capitalista. São pessoas que acabam comendo o “resto do resto”, que o próprio animal rejeitou como alimento. O autor destaca nas entrelinhas que o ser humano, tem um cérebro mais não o utiliza como deveria, acaba assim utilizando apenas em beneficio próprio.
O filme é uma obra que deveria ser vista por qualquer pessoa, de qualquer classe social, para que todos tomem a consciência que existem várias outras Ilha das Flores no BRASIL AFORA.

Leandro Cesar Romano
Leandro Tadeu Mastropasqua
Wesley Silva dos Reis

COMENTÁRIOS
faltaram alguns elementos que ajudam a formar uma resenha crítica, a biografia do autor da obra não foi citada e fica mais evidente a ausência de julgamento, a resenha crítica de vocês possui poucos elementos críticos, para que ela tenha êxito em sua proposta se faz necessário que vocês complementem com opiniões e conclusões que chegaram a partir do filme.

Dignidade Urgente!

Para quem conhece (ou não) um dos grandes nomes do cinema brasileiro, Jorge Furtado, diretor de obras como “Meu tio matou um cara” e “O homem que copiava”, deixo aqui registrado que ele se sagrou também pela produção de curtas-metragens. Alguns deles, polêmicos. É o caso de Ilha das Flores. Produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre em 1989 e narrado por Paulo José.
O filme, que se passa na capital gaúcha, faz uma leitura do cenário social brasileiro. Sua linguagem possui uma característica muito peculiar de ser simples e objetiva, sem dar tempo para dúvidas em relação ao contexto proposto ao mesmo tempo que um tom satírico, senão provocativo invade a narração. A ideia se constroi de forma bem detalhada e progressiva. Detalhada porque expõe as questões aparentemente básicas do cotidiano em relação a como se dá a compra e o consumo de alimentos; e progressiva, pois essas nuances do dia-a-dia tomam proporções que nos fazem pensar no desafio, quiçá no milagre de se obter qualquer coisa que possa vir a ser uma refeição - nem que seja a única do dia - de muitos brasileiros que lutam por um mínimo de dignidade “à mesa”.
Ilha das Flores representa em pouco mais de 13 minutos uma realidade que será sempre ignorada pela maioria, porém haverá outros tantos assim como Jorge Furtado que nos lembrarão, aparentemente de forma despretensiosa, de dois lados perturbadores da sociedade: o primeiro é tentar entender como ainda há tantas pessoas que não fazem ideia de como é fácil comprar um quilo de feijão; o segundo, tentar entender como ainda existem pessoas que nem por um momento se imaginam comendo feijão requentado.

Heloisa, Maxwell, Acácio e Priscilla.


COMENTÁRIO

na contramão da resenha crítica anterior, esta se preocupou demasiadamente com o tom opinativo que se esqueceu de informar. concordando ou discordando, temos de reconhecer que há a opinião do grupo neste texto, porém não temos a resenha própriamente dita, não há aqui o resumo com as ideias centrais do texto, outros elementos acabaram ficando perdidos, não temos aqui a recomendação do autor sobre qual público vai se identificar com esse filme, a opinião é importante, mas não pode ser o único elemento de uma resenha crítica.

Igor, Jaqueline e Guilherme.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

quem não lê não pensa, e quem não pensa será para sempre um servo!




antes de começar a explicar o sentido da Resenha Crítica precisamos desmembrá-la da idéia que a resenha em sua primeira função desempenha, ou seja, um resumo que se limita a expor o conteúdo (as idéias centrais) da peça estudada sem traí-lo em sua essência. a resenha crítica atua com a mesma proposta de síntese do conteúdo, porém com uma avaliação sobre a obra, uma junção da informação com a opinião.
Antes de explorarmos o conteúdo da resenha crítica e as funções do resenhista, analisaremos a estrutura do texto. o título da resenha crítica não precisa acompanhar o título da obra que você analisa, por exemplo: se for fazer uma resenha crítica sobre “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, não há necessidade de intitulá-la “Vidas Secas”, com um esforço criativo pode elaborar um título que remeta à sua idéia final sobre o livro, pode ser: “Um oceano de motivos no Sertão de Graciliano”. é de bom uso que as informações bibliográficas sejam fornecidas no começo ou até o segundo parágrafo, faz-se assim para situar o leitor. quando for citar a obra em sua Resenha pela primeira vez, esta deve conter os seguintes dados:

• nome do autor
• título da obra
• nome da editora
• data da publicação (ano)
• número de páginas
• preço

a introdução do texto pode ser criada de acordo com o instinto criativo do autor, não se esquecendo da importância de abordar as informações bibliográficas no início do texto, a resenha crítica não deve ser vista ou elaborada mediante um resumo a que se acrescenta, ao final, uma avaliação ou crítica. a postura crítica deve estar presente desde a primeira linha, resultando num texto em que o resumo e a voz crítica do resenhista se interpenetram, porém faz-se necessário que uma resenha crítica obedeça alguns critérios que devem ser aplicados em sua estrutura, são eles:

• referência bibliográfica;
• credenciais do autor (da obra): quem é, nacionalidade, formação, publicações;
• resumo da obra: o resumo deve conter as idéias centrais da obra em estudo; um resumo não contém o que o resenhista ou crítico ACHA ser importante. ao contrário, dá informações sobre: de que trata o texto, exige algum conhecimento prévio para o entendimento, possui alguma característica especial, como foi abordado o assunto;
• conclusão do autor da obra: o resenhista ou crítico relata quais são as conclusões a que o autor da obra chega, onde estão colocadas tais conclusões e quais são as mesmas;
• crítica ou apreciação do resenhista ou crítico: julgar a obra quanto a sua contribuição no campo do conhecimento, originalidade de idéias, quanto às escolas ou tendências científicas, filosóficas ou culturais;
• mérito da obra: qual é a contribuição dada pela obra, as idéias são verdadeiras, originais, criativas; qual a contribuição ao conhecimento (apresenta conhecimentos novos, amplos, restritos, abordagem diferente?);
• estilo: o autor é conciso, simples, claro, preciso, coerente, romântico, idealista, sua linguagem é ou não correta segundo a língua em questão;
• indicação do resenhista: a que público a obra se dirige (geral, de especialistas, estudantes, pode ser adotado em algum curso ou disciplina).

deixando a estrutura do texto, vamos falar sobre o resenhista, o que se pede a um resenhista para que este esteja pronto a escrever uma resenha crítica é:

• repertório para argumentação: nada mais é que o conhecimento científico sobre o segmento da obra analisada.
• domínio da língua: a boa relação e aplicação do resenhista com o português.

o objetivo da resenha é divulgar objetos de consumo cultural - livros, filmes, peças de teatro, etc. a resenha crítica morre com o tempo, a obra analisada é atemporal, porém essa análise sobre a obra se dissipa com o tempo, envelhece rapidamente, muito mais que outros textos de natureza opinativa.
não podemos esquecer que o critico também acaba por se tornar alvo de críticas, elas partem dos criticados que o acusam de "detratores da obra" ou de "ignorantes", além de outros adjetivos nada gentis.


hasta siempre compañeros!
Igor, Guilherme e Jaqueline

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Artigo de opinião

O artigo de opinião é um texto em que o autor expõe seu posicionamento diante de algum tema atual e/ou polêmico e de interesse de muitos. É comum encontrarmos circulando no rádio, na TV, nas revistas, nos jornais, temas polêmicos que exigem uma posição por parte dos ouvintes, espectadores e leitores, por isso o autor geralmente apresenta seu ponto de vista sobre o tema em questão através do artigo de opinião.
É um texto dissertativo, pois apresenta argumentos sobre o assunto abordado.O escritor além de expor seu ponto de vista, deve sustentá-lo através de informações coerentes, admissíveis e verdadeiras.
Logo, as ideias defendidas no artigo de opinião são de total responsabilidade do autor,e por este motivo, o mesmo deve ter cuidado com a veracidade dos elementos apresentados. Cada ideia tem de ser repetida duas ou mais vezes. Na primeira vez você explica de um jeito, na segunda você explica de outro. Nem todo mundo entende na primeira investida, a maioria fica confusa. A segunda explicação é uma nova tentativa e serve de reforço e validação para quem já entendeu da primeira vez.
O artigo de opinião sempre deve ser assinado no final.
O segredo de um bom artigo não é o talento, mas a dedicação, persistência e manter-se ligado a algumas regras simples.
É muito comum artigos de opinião em jornais e revistas. Portanto, se você quiser aprofundar mais seus conhecimentos a respeito desse tipo de produção textual, é só procurá-lo nestes tipos de canais informativos. A leitura é breve e simples, pois são textos pequenos e a linguagem não é intelectualizada, uma vez que a intenção é atingir todo tipo de leitor. Hoje, a internet também é um meio de comunicação muito utilizada para a publicação de artigos e produções textuais (crônicas, resenhas, etc), principalmente para estudantes de jornalismo e recém-formados (focas) que desejam treinar a escrita e o bom desempenho de uma redação jornalística.Segue abaixo alguns sites de publicação de artigos para quem tiver interesse:

http://www.webartigos.com/
http://static.publico.clix.pt/homepage/site/contactos/criterios/artigosOpiniao.aspx

Uma característica muito peculiar deste tipo de gênero textual é a persuasão, que consiste na tentativa do emissor de convencer o destinatário a adotar a opinião apresentada. Portanto, é comum presenciarmos descrições detalhadas, apelo emotivo, acusações, humor satírico, ironia e fontes de informações precisas. O objetivo de um artigo é convencer alguém de uma nova ideia, não convencer alguém da sua inteligência. Isto é, o leitor irá decidir por si, dependendo de quão convincente você for.
A linguagem é objetiva e aparecem repletas de sinais de exclamação e interrogação, os quais incitam à posição de reflexão favorável ao enfoque do escritor.
Outros aspectos persuasivos são as orações no imperativo (seja, compre, ajude, favoreça, exija, etc.) e a utilização de conjunções que agem como elementos articuladores (e, mas, contudo, porém, entretanto, uma vez que, de forma que, etc.) e dão maior clareza às ideias.
Geralmente, é escrito em primeira pessoa, já que trata-se de um texto com marcas pessoais e, portanto, com indícios claros de subjetividade, porém, pode surgir em terceira pessoa.
Para ser um bom jornalista é essencial estar preparado para produzir este tipo de texto, pois em algum momento e/ou circunstância poderá surgir oportunidades ou necessidades de expor idéias pessoais através da escrita.

Lembrem-se: Mudem o mundo com suas opiniões, pesquisas e observações fundamentadas, não com seus preconceitos.

As professorinhas Aline e Kelly



Segue abaixo o artigo de opinião produzido em sala de aula do grupo do Igor:

Será Belchior esse pobre rapaz latino americano?

Será que como nossos pais Belchior resolveu abrir mão de uma vida midiática, repleta de valores materiais e partiu para um universo de valorização das relações humanas e de valores hoje deixados de lado?
Ou Belchior decidiu que deveria ser esquecido para ser lembrado?
Há tempos os brasileiros tentam compreender o fenômeno que faz com que compositores do passado, que representam uma geração com músicas emblemáticas e de extrema eficiência em suas propostas, hoje não conseguem mais dialogar com o público através de músicas, suas obras deixaram de soar interessante, suas opiniões aparecem mais que suas músicas.
Esse time é grande, Caetano, Gil, Bethânia, Gal, Djavan, Chico, Alceu Valença e o próprio Belchior. Esse último achou que valeria menos descobrir as respostas para o ostracismo criativo dos medalhões da nossa música do que mostrar as ruas de Montevidéu à seu amigo Charlie Brow.

sábado, 22 de agosto de 2009

Ombudsman

Saudações jornalísticas, meus lindos comunicólogos!

A palavra ombudsman, que significa “representante”, surge na Suécia em 1809 designando a função de uma espécie de ministro que fiscaliza o poder público e ouve queixa dos cidadãos contra os órgãos governamentais. Anos depois, os ombudsmen foram adotados em outros países, principalmente na Escandinávia, combatendo também as discriminações étnicas.

A Folha já completa 20 anos desde a adoção do cargo em 1989, tornando-se a precursora da função na imprensa brasileira. Seu atual ombudsman é o jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva que começou em abril de 2008, porém o rol de profissionais que atuaram como os “ouvidores do povo” no jornal é bem grande.

Enfim, depois de todo esse blábláblá que vocês já sabem, vamos ao que interessa, afinal, a ideia deste blog é saber como se desenvolve o texto de um ombudsman e de todos os outros gêneros jornalísticos que ainda estão por vir.

Nos textos do ombudsman a introdução apresenta alguma matéria publicada anteriormente pelo jornal para que o leitor possa se situar na questão que será abordada e então ele, o "homem do povo" (ou a mulher), desenvolve sua crítica que, na maioria das vezes, diz respeito aos erros cometidos pelo jornal, que podem ir desde problemas ortográficos até os mais graves como falhas na apuração de alguma notícia. Sua opinião é claramente predominante pois suas publicações são sempre em primeira pessoa. Mas as coisas não são tão simples assim! O trabalho de um ombudsman não se resume apenas em ser um “Judas”, mas possui também um cunho investigativo, pois nada é comentado sem que haja dados para tal. A prova disso, é quando datam as gafes que os jornalistas publicaram, por exemplo, ou então expõem o questionamento do leitor.
Quanto à sua linguagem, pode ser formal, encontrada em alguns casos como as colunas do pioneiro da Folha, Caio Túlio Costa; mas, de uns tempos pra cá, elas vem seguindo uma linha mais informal, com expressões do nosso cotidiano. Sem vulgaridade. Pelo contrário, suas palavras são simples e inteligentes; às vezes sutilmente satíricas (e repito, inteligentes) quando usam trocadilhos. Mas acho que é mais importante ainda ressaltar que existe uma explicação linguística muito mais pura que tudo isso: a metalinguagem. A ideia de se adotar um “termômetro de qualidade” utilizando-se do mesmo recurso é genial. O Jornalismo pelo Jornalismo!
Para entender um pouco mais isso, segue abaixo um trecho de um dos textos que mencionamos na apresentação:

Uma gafe após outra

São Paulo, domingo, 02 de janeiro de 2000 “Há três meses, escrevi que a "Gafe da Semana", seção em que o TV Folha ri dos tropeços dos outros, acaba causando mais constrangimento ao jornal do que aos insultados.De lá para cá, a coisa só piorou. Além de destacar erros menos graves do que os cometidos pelo jornal todos os dias, a seção tem perpetrado, ela mesma, uma gafe após outra.Na edição de 5 de dezembro, o alvo de chacota foi Amaury Jr., que durante uma entrevista "olhou para seu relógio de pulso e anunciou que a temperatura ambiente era de 33 graus".Na ocasião, um leitor perguntou se alguém tivera o cuidado de conferir que relógio Amaury Jr. usava. Lembrou que há anos existem modelos com dispositivo para medir temperatura.Depois de 20 dias e muita insistência, veio a resposta. "Por causa do leitor", dizia a mensagem, a Redação teve de "pagar o mico" de ligar para a assessoria do apresentador. Esta teria informado que o relógio dele não tem termômetro. (...)”
Renata Lo Prete


Outra dica que achamos bem interessante foi da ombudsman Mara Gama do UOL, que não só divulga (para variar) a gafe dos jornalistas do veículo, como também dá o direito de resposta ao responsável pelo departamento que a divulgou.
Pois é, pessoal. Espero que tenha valido a pena ficar algum tempo na frente do computador para entender um pouco sobre as diferentes políticas dos veículos e o trabalho duro de um ombudsman. E, se quiserem saber mais, acessem a página da Folha.

Um beijo a todos!

Cintia e Helô =)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009